Mariana foi a primeira cidade de Minas Gerais. O município foi criado no período colonial, por efeito das expedições bandeirantes no século 17, em busca de ouro e pedras preciosas. Localizada na região Central do Estado, sua ocupação começou em 16 de julho de 1696, quando as bandeiras de Salvador Fernandes Furtado de Mendonça e Miguel Garcia chegaram ao ribeirão do Carmo. O nome foi escolhido para homenagear aquela data que, na tradição católica, é dedicada à Nossa Senhora do Carmo. Ao realizar a primeira missa, no mesmo dia de chegada, fundou-se o arraial, batizado de Nossa Senhora do Carmo, iniciando-se também a construção de uma capela. A região era rica em ouro, que surgia no leito do ribeirão, nas encostas e nos morros. Mariana possuía valor estratégico para a Coroa, tanto que recebeu este nome em deferência a D. Maria Ana D’Áustria, mulher de D. João 5º, rei de Portugal. Além de primeira cidade, ocupa a posição de primeira capital e primeira sede do bispado em Minas Gerais. Sua forte tradição religiosa, mantida através dos séculos, vem desde seu início e passa pela fundação do Seminário Menor. Com sua bela capela, obra iniciada em 1750 e concluída entre 1780 e 1790, o seminário se constitui no primeiro centro educacional de Minas, de onde saíram várias personalidades, não só na religião, mas nas letras, na magistratura e na política. Já em 1743, o governo português enviou o engenheiro militar José Fernandes Alpoim para desenhar a planta da cidade, o que a transformou na primeira localidade de Minas Gerais a ter um planejamento urbano. Seu desenho urbano é formado por uma sucessão de praças, igrejas e capelas, que revelam aspectos característicos do barroco, estilo dominado por curvas, visão em profundidade e gosto pelos contrastes claro e escuro. Essa arquitetura está representada na Praça Minas Gerais, onde ficam as igrejas de São Francisco de Assis e de Nossa Senhora do Carmo, uma ao lado da outra, fato raro na história das construções religiosas. Um dos atrativos da cidade é o órgão Arp Schnitger, que está na Catedral de Nossa Senhora de Assunção. Construído em 1701, na Alemanha, o instrumento chegou a Mariana em 1753, como presente da Coroa portuguesa. Hoje, é o único exemplar, dos 30 Schnitger que ainda existem no mundo, que está fora da Europa. A cidade é a terra natal de pessoas importantes para a história de Minas Gerais. Lá, nasceram, por exemplo, Cláudio Manuel da Costa, poeta e um dos líderes da Inconfidência Mineira, o mais importante movimento de rebeldia contra a Coroa portuguesa, ocorrido em 1789, e Manuel da Costa Athaíde, principal pintor do período colonial, autor de painéis da igreja de São Francisco de Assis, local onde está enterrado. Em 1945, o presidente Getúlio Vargas concedeu a Mariana o título de Cidade Monumento. O que visitar: Casa de Câmara e Cadeia Catedral da Sé (Nossa Senhora da Assunção) Igreja de Nossa Senhora do Carmo Igreja de São Francisco de Assis Rua Direita Considerada, com seus sobrados, como a mais bela de Minas Gerais, ali estão situadas as casas onde viveram o poeta Alphonsus de Guimarães e o Barão de Pontal. Mina da Passagem Casa Setecentista Ecoturismo A natureza em Mariana é exuberante. As nascentes, o relevo e o solo que esconde grutas e minas propiciam aos amantes da natureza a realização de atividades como caminhadas e banhos de cachoeiras e prática de esportes radicais, como o trekking e o mountain bike. Visite as cachoeiras da cidade: Brumado - no distrito de Cachoeira do Brumado Serrinha - no distrito de Passagem de Mariana Garganta do Diabo - a 10 km do centro de Mariana, com acesso pela Cartucha Cachoeira do Ó - no distrito de Monsenhor Horta Cachoeira de Camargos - a 20 km de Mariana, com acesso pela rodovia Mariana/Samarco Cachoeira de Santa Rita - fica a 25 km de Mariana. Lagoa Ponte das Crioulas - fica no distrito de Monsenhor Horta a 20 km de Mariana. Onde ficar: Hotel Brasil Real Rua Estrela do Oriente, 196 - Vila do Carmo Fone: (31) 3557-2227 Hotel Pousada das Gerais Avenida Nossa Senhora do Carmo, 890 - Centro Fone: (31) 3557-4146 Pousada Passo do Carmo Rua Monsenhor Horta, 13 - Rosário Fone: (31) 3558-1100 Como chegar: De Belo Horizonte o caminho mais prático e todo asfaltado é pela BR040, sentido Rio de Janeiro. Depois de rodar aproximadamente 20 quilômetros, entrar no trevo sentido Ouro Preto (BR356 - rodovia dos Inconfidentes) e seguir até Mariana. Para quem sai de São Paulo capital a opção é pela BR381 até o trevo para Lavras. A partir daí pegar a BR265 até Barbacena. Desta cidade acessar a BR040 sentido Belo Horizonte até Conselheiro Lafaiete. Entrar em Lafaiete e seguir pela Estrada Real (asfaltada), passando por Ouro Branco, Ouro Preto e finalmente chegando a Mariana. Do Rio de Janeiro (capital) o trajeto é quase todo pela BR040 até Conselheiro Lafaiete, passando por Petrópolis, Juiz de Fora e Barbacena. De Lafaiete pegar a Estrada Real (asfaltada), passando por Ouro Branco e Ouro Preto. Daí são apenas mais 12 quilômetros até Mariana. |
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quinta-feira, 20 de março de 2008
Mariana: O berço da civilização mineira
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