quarta-feira, 13 de abril de 2011

Edmar Moreira, 'o deputado do castelo' com cargo novo em MG



O ex-deputado federal Edmar Moreira - Foto: /Roberto Stuckert Filho

Thiago Herdy, O Globo
Réu em processo por suspeita de apropriação indébita previdenciária e falsidade ideológica, o ex-deputado federal Edmar Moreira (PR-MG), que ficou conhecido como o "deputado do Castelo", foi nomeado para a vice-diretoria da Minas Gerais Participações S.A (MGI), empresa da administração indireta vinculada à Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais.
Sem cargo desde o fim do ano passado, quando não conseguiu se eleger para um novo mandato, Moreira ganhou o cargo de presente na última semana, e ganhará um salário de R$ 11 mil.
Segundo a assessoria do governo de Minas, ele foi indicado para a função pelo Partido da República (PR), um dos 12 partidos sustentadores da candidatura de Antonio Anastasia (PSDB) ao governo.
Leia mais em Edmar Moreira, 'o deputado do castelo', foi nomeado para empresa vinculada à Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais

terça-feira, 12 de abril de 2011

Valadares sofre com epidemia de conjuntivite viral

As unidades de saúde estão distribuindo soro fisiológico para quem contraiu a infecção


GOVERNADOR VALADARES – O número de pessoas que contraíram conjuntivite viral neste ano em Governador Valadares, no Leste do Estado, já é quatro vezes maior que o registrado em todo o ano passado. De acordo com dados da Vigilância Epidemiológica, mais de 1.500 notificações foram feitas até esta terça-feira (12), contra as 381 de  2010.

Para desafogar o Hospital Municipal (HM), o Centro de Saúde Doutor Rui Pimenta Filho está mantendo plantões e abrindo nos finais de semana. As unidades de saúde estão distribuindo soro fisiológico para quem contraiu a infecção.

O HM é o termômetro do surto que se instalou na cidade. Para se ter uma idéia, até mês passado, 316 pessoas haviam sido notificadas pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (Nuveh). No dia 8 deste mês, as notificações já somavam 965 casos. Além do hospital, também é intenso o movimento nas unidades de saúde do município. Em vários Postos de Saúde da Família (PSFs) estão sendo realizadas palestras para mostrar como se prevenir e se curar da doença.

O Departamento de Atenção à Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) alerta que a maioria dos casos pode ser tratada em casa ou nos PSFs e não é preciso procurar o HM. A recomendação para aliviar os sintomas é lavar os olhos com água fervida ou filtrada gelada, evitar coçar os olhos, usar lenço de papel e lavar as mãos constantemente. Não havendo melhora, é necessário procurar um serviço de saúde. Alerta ainda que não é recomendado o tratamento com uso de antibiótico.

A auxiliar de escritório Kelen de Almeida Santos, 21 anos, que está há quatro dias com a infecção, procurou  o Centro de Saúde Doutor Rui Pimenta Filho, no Centro. Ela não sabe se contraiu conjuntivite no trabalho - quatro colegas tiveram a doença neste mês - ou do namorado. “Lavava as mãos com freqüência, mas isso não impediu que fosse contaminada. Como meus olhos estão ardendo muito e não vejo melhoras com o soro, vim ao posto para o médico dar uma olhadinha”, disse.

O namorado dela, o auxiliar de produção Janilson Marques de Souza, 21 anos, está com conjuntivite há uma semana. “Meu atestado é de quatro dias, mas não dá para voltar ao trabalho ainda. Vim buscar outro atestado”, revelou. A recepcionista Amanda Karen Ribeiro dos Santos, 19 anos, recebeu quatro dias de atestado.

A conjuntivite se manifestou na noite de segunda-feira e hoje pela manhã, os olhos dela já estavam vermelhos e não abriam com facilidade. “É muito rápida a evolução dessa infecção. Minha mãe passou para a minha irmã, que contaminou meu irmão e meu pai e agora eu, que certamente já infectei meu namorado. Tudo isso em menos de uma semana”, contou. O namorado Romário Vieira da Silva, 22 anos, que acompanhava Amanda ao Centro de Saúde, ficou preocupado. “Meu pai está hospitalizado por causa de um acidente. Não poderei ir visitá-lo”, lamentou.


segunda-feira, 11 de abril de 2011

Atrasos no Independência abafam sucesso do Mineirão

Estádio 'alternativo' não terá sequer um jogo da Copa, mas obra vira dor de cabeça sem fim para Governo do Estado


Frederico Haikal
Independência
A estrutura do estádio sobe sem parar, assim como os custos
Enquanto em todas as outras 11 cidades-sede da Copa de 2014 o que se discute é se o estádio para o Mundial está ou não dentro do cronograma, em Belo Horizonte o destaque é o Independência, que seria a alternativa ao Mineirão enquanto ele fosse reformado.

Entretanto, com o atraso de pelo menos dois anos na entrega do estádio do Horto, que contrasta com o cumprimento do atual cronograma da obra do Gigante da Pampulha, quem está no topo das discussões é justamente o Independência.

O estádio do América não irá sediar um jogo sequer do Mundial, mas faz muita falta aos times da capital, que terão que mandar seus jogos fora de Belo Horizonte até o final deste ano.

Muitos foram os motivos para o atraso das obras no Independência: problemas na documentação, projetos de engenharia incompletos e cálculos financeiros subdimensionados. A prova disso é que no dia 11 de novembro de 2008 o senador Aécio Neves, que era o governador na época, afirmou que a obra seria muito mais modesta, com orçamento em torno de R$ 40 milhões, e o Tesouro Estadual gastaria muito menos, entre R$ 12 milhões e R$ 14 milhões.

Quase um ano depois, em setembro de 2009,o Estado foi obrigado a aumentar sua contrapartida para R$ 20 milhões. Com isso, o valor da obra chegou a R$ 50 milhões, valor que corresponde a metade do projeto original apresentado pelo América, mas tido como exequível, após alguns cortes. A obra foi licitada em outubro de 2009 por R$ 46 milhões e, atualmente, o valor chega a R$ 125 milhões, sendo R$ 95 milhões do Tesouro Estadual. Com isso, o aumento nos gastos estaduais com o estádio subiu 578% desde a primeira previsão orçamentária.

O primeiro projeto apresentado pelo América, em dezembro de 2008, previa um estádio para 30 mil torcedores, cobertura total e vagas de estacionamento. A previsão era que as obras começassem no início de 2009 e o estádio estivesse pronto para uso no Campeonato Mineiro de 2010. Entretanto, como o edital da obra só foi publicado em outubro de 2009, já com reduções, ao custo de R$ 46 milhões, foi preciso investir R$ 13 milhões na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.

A capacidade no Horto já tinha sido reduzida então para 25 mil pessoas e o prédio multiuso - inserido por exigência do Ministério do Turismo, responsável pelo recurso federal -, que receberia salas de aula de cursos profissionalizantes, camarotes e vestiários, foi cortado após a assinatura dos contratos. Além disso, nesse edital não estavam contemplados o gramado, a cobertura e as traves, dentre outros itens essenciais a um estádio de futebol. Para completar o que faltava, no último dia 31 de março foi publicado um novo edital, no valor de R$ 50,5 milhões, quando pela primeira vez se falou em uma segunda etapa para a obra.

Quando foi publicado o primeiro edital, a promessa era que o estádio estivesse pronto em outubro de 2010. Entretanto, houve quatro remarcações na data de entrega e a última data confirmada é dezembro de 2011. Durante o ano passado foi feita a demolição das arquibancadas e dos prédios, sondagens do solo e construção de fundações.

Outro fator que fez com que a obra atrasasse foi a chuva do final do ano. Em novembro, o Governo anunciou que os pilares pré-moldados começariam a ser instalados, acelerando o cronograma. Entretanto, 15 dias depois, apenas quatro, dos 250 previstos, estavam no lugar, por causa do terreno encharcado. No começo deste ano a obra começou a andar mais rápido e grande parte dos pré-moldados foi instalada, mas ainda está longe de se parecer com um estádio de futebol.

Segundo a Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa), o orçamento foi alterado porque antes havia somente um projeto básico. Este documento foi substituído pelo projeto executivo, no qual foi verificado a necessidade de outras intervenções.

sábado, 9 de abril de 2011

Posse da AMT - PDT de Belo Horizonte


No dia 30 de maio de 2011 tomou posse a nova Comissão Executiva da AMT- PDT de Belo Horizonte. A posse aconteceu no Bairro Funcionários em Belo Horizonte e contou com a presença de personalidades políticas de Minas Gerais. Estavam presentes; o Sub-Secretário de Trabalho e Emprego do Governo de Minas Gerais Hélio Rabelo, o Deputado Estadual Luiz Carlos Miranda, o Vereador Bruno Miranda, além da Presidente Estadual da AMT-PDT Sirley Soalheiro e muitas outras pessoas que prestigiaram o evento.


Photobucket

A posse da AMT-PDT de Belo Horizonte representa um importante passo na luta pelos direitos da mulher na capital mineira. A Presidente recém-empossada, Rosilene Norberto, ressaltou que o principal objetivo da AMT de Belo Horizonte será a realização de ações para diminuir a desigualdade entre gêneros, e a luta por uma política pública voltada para  as mulheres.

Além de Rosilene Norberto, a Presidente Estadual da AMT – PDT de Minas Gerais, Sirley Soalheiro, falou sobre as diferenças de gênero que ainda existem no País. “Apesar de ter a mesma formação e ocupar o mesmo cargo, as mulheres ainda recebem bem menos do que os homens. Como pode uma trabalhadora receber 30% a menos do que o seu companheiro, apesar de realizar o mesmo trabalho?”.


Photobucket Photobucket

A posse terminou com uma bonita homenagem ao Dia Internacional da Mulher(8 de maio). O Grupo musical Flauta e Voz da Escola Municipal João do Patrocínio executou 3 obras que tinham como tema a beleza e a força da mulher brasileira.


Photobucket  
Luto

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Morre Jackson Lago, herói contra a oligarquia do Maranhão.




Photobucket


Se Leonel Brizola é nosso herói na luta pela emancipação do Brasil, o maranhense Jackson Lago é o nosso herói na luta contra a oligarquia. Brizola, homem do sul; Lago, homem do nordeste. Ambos pagaram caro pelo topete de arrostar e até vencer em certos momentos o sistema de dominação que, em plena época da informática, colonializa os povos de países emergentes como o o Brasil, ou de estados pobres, como o Maranhão.

Jackson Lago faleceu na tarde de segunda-feira em São Paulo, dia 04 de abril de 2011, aos 77 anos, depois de debater-se por mais de três anos com um câncer devorador. Mas para o governador do Maranhão, cassado quando mal completava dois anos de mandato, num dos julgamentos mais comprometedores da justiça brasileira, o grande câncer continuava a ser a oligarquia que há mais de 40 anos torna o maranhense um dos povos mais subnutridos do mundo, a ponto de ter uma das estaturas mais baixas do país.

Quando Jackson Lago foi cassado, na madrugada de 4 de março de 2009, ele já tinha construído mais de cem escolas (contra apenas duas da administração que o antecedeu e depois o sucedeu), várias estradas e desenvolvido um programa social e sanitário, que já começava a dar frutos entre as populações marginalizadas. Dizem que seu "pecado" foi tirar as contas do governo do estado de um grande banco privado e entregá-las ao Banco do Brasil, onde os recursos estaduais eram mais bem remunerados e melhor aplicados em termos sociais e econômicos.

Naquilo que o escritor uruguaio Eduardo Galeano chama de o mundo pelo avesso (aquele que nos adestra para ver o próximo como uma ameaça e não como uma promessa, nos reduz à solidão e nos consola com drogas químicas e amigos cibernéticos), Jackson Lago, um dos homens mais honrados e honestos (era pobre e só tinha o apartamento onde vivia) foi cassado sob a acusação de comprar de votos. Segundo noticiava o site de O Globo, no dia de sua cassação,"a acusação contra Jackson Lago e o vice Luiz Carlos Porto é de abuso de poder econômico e compra de votos. O caso começou a ser julgado pelo TSE em dezembro do ano passado (2008) , mas foi adiado por três vezes por pedido de vista, substituição e doença de ministro. Na terça-feira  (4/03/2009) a sessão teve que começar do zero porque o ministro Ricardo Lewandowski entrou no lugar de Joaquim Barbosa, que se declarou impedido de julgar... Dos sete ministros, cinco foram a favor da cassação e dois contra. A sessão durou mais de seis horas".

Jackson Kepler Lago no Hospital do Coração, em São Paulo. Ele estava internado desde quarta-feira (30) na Unidade de Tratamento Intensivo, depois de uma piora no seu estado de saúde. Jackson sofria de câncer de próstata. O corpo de Jackson será trasladado para São Luiz, Maranhão, onde deverá ser velado na sede do Partido Democrático Trabalhista (PDT), segundo informações de companheiros do PDT maranhense.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Um ano depois, restrição ao fumo vinga em Minas


Mais flexível em relação às normas de outros estados, lei antifumo é seguida à risca em bares e restaurantes


RENATO COBUCCI
EDNA
Edna, dona de um restaurante na Serra, diz que cumpre a lei à risca
RENATO COBUCCI
EDNA
Na Cidade Administrativa, foi criado um espaço específico para os fumantes
          Em um país conhecido pela omissão do poder público e pelo desrespeito da população no cumprimento às normas, exemplo de regra que vingou é a que bane o uso do cigarro em ambientes fechados. A lei antifumo mineira, que acaba de completar um ano, é considerada mais flexível em relação aos textos de outros estados. Garante espaços livres da fumaça para os não-fumantes, sem impedir que os adeptos do tabaco desfrutem de locais de lazer. Em Belo Horizonte, nenhuma multa foi aplicada nos bares e restaurantes da capital por descumprimento à regra.

De outubro de 2010, quando a norma foi regulamentada, até fevereiro deste ano, foram realizadas 12.135 vistorias pela Vigilância Sanitária na capital. “A lei está sendo seguida à risca. Houve uma mudança de comportamento”, aponta o presidente da seção regional da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-MG), Paulo Nonaka. Segundo ele, os restaurantes não tiveram prejuízos com a mudança.

Vinte e um estados brasileiros declaram guerra à fumaça

Ao lado de Minas, outros 20 estados aprovaram a lei antifumo. Destes, sete editaram normas que proíbem até as áreas reservadas para fumantes, os fumódromos. Neles, a fumaça foi vetada inclusive nas varandas dos bares e restaurantes. Em outras regiões do país, o espaço para o tabagista é previsto, mas não há restrição para o fumo em locais fechados.

FUMO


Em território mineiro, a lei antifumo permite a criação dos fumódromos, desde que restritos a uma área com barreira física e equipada com aparelhos que garantam a exaustão do ar. “O fumante precisa ser respeitado. A lei em Minas prevê o convívio pacífico e esse é um dos pontos para que a legislação vingasse”, afirma o presidente do Sindicato dos Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de BH, Paulo Pedrosa. Em 2010, a Câmara aprovou em primeiro turno projeto de lei para acabar com fumódromos na capital. Mas a proposta saiu da pauta de votação este ano.

Cumprimento da lei não encerra polêmica

Mesmo diante da eficácia da lei antifumo, proprietários de bares e restaurantes de Belo Horizonte ainda divergem sobre a proibição ao cigarro em ambientes fechados. Para o empresário Ítalo Emílio Huguet, 49 anos, dono de um bar no Bairro Santa Efigênia, Região Leste da capital, a lei é abusiva e está cerceando o direito das pessoas, uma vez que a venda do produto é livre.

“Deveriam se preocupar com os motoristas que consomem bebidas alcoólicas, usam drogas e saem dirigindo irresponsavelmente pelas ruas, colocando em risco a vida de pessoas inocentes”, protesta o empresário.

Para Huguet, a legislação deveria dar ao dono do estabelecimento o direito de permitir o consumo de cigarros em áreas abertas ou fechadas. “Desta maneira, os clientes poderiam escolher onde frequentar”, explicou o empresário, acrescentando que, com ou sem lei, aceita fregueses tabagistas.

Atuando no mesmo segmento, Edna da Silva Pereira, 63 anos, dona de um restaurante no Bairro Serra, Região Centro-Sul, cumpre o que determina a lei. A placa colocada estrategicamente no balcão de atendimento indica a proibição do consumo do tabaco. Além de não aceitar que fumem no interior de seu comércio, ela não vende cigarros, fósforos ou isqueiros. “Já vendi cigarros picados. Mas, depois que a lei entrou em vigor, resolvi cessar o negócio”, conta Edna. Segundo ela, o restaurante recebeu a visita de fiscais três vezes.

A poucos metros do estabelecimento de Edna, em um tradicional boteco da capital fincado na confluência das ruas do Ouro, Palmira e Monte Alegre, o garçom Geneci Olímpio da Silva, 30 anos, estava esticado em uma cadeira, do lado de fora do bar, pitando um cigarro enquanto aguardava pela clientela.

“Essa lei antifumo é insensata. Deveria se restringir a locais totalmente fechados, e não para botecos, onde as portas são escancaradas e as mesas e cadeiras ficam do lado de fora, mesmo que protegidas por toldos”, afirma o funcionário. Ele trabalha no local há mais de quatro anos e diz que o estabelecimento nunca foi fiscalizado em relação ao consumo de cigarros, desde que a lei entrou em vigor.

Na Cidade Administrativa, no Bairro Serra Verde (Região Norte), sede do Governo de Minas, há duas opções de espaços para os adeptos do tabaco. Um deles é um andar onde há um vão aberto. O outro fica do lado de fora dos edifícios, onde estão sendo instalados bancos e cinzeiros. No local trabalham 16 mil servidores públicos.


domingo, 3 de abril de 2011

Radiação solar chega a nível extremo em Belo Horizonte

Em escala que vai de 1 a 14, índice de raio ultravioleta chegou a 10 em Belo Horizonte, e merece atenção


Maurício de Souza
Brenda Viana de Souza
Para encarar o calor, Brenda refrescou-se em uma das bicas da Praça da Liberdade
O índice de radiação ultravioleta (UV) chegou a 10, neste sábado (2), em Belo Horizonte. A situação merece cuidados especiais. Em uma escala que vai de 1 a 14, o nível atingido já é considerado extremo, de acordo com a metodologia de medição do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O meteorologista Jorge Moreira, do 5º Distrito do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), informou que o elevado índice de radiação solar registrado na capital deve voltar à normalidade no domingo (3). “Com a nebulosidade, presença de muitas nuvens e possibilidade de chuva, a tendência é de redução da radiação solar”, explicou.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma rápida exposição à radiação ultravioleta é essencial ao organismo. O motivo é que os raios solares estimulam a produção de vitamina D, importante para o funcionamento do corpo. A exposição de cerca de 30 minutos, por três vezes na semana, é suficiente.

Para se proteger dos raios solares e do intenso calor, as pessoas utilizaram diferentes métodos. A pedagoga Cecília Ramirez, 67 anos, recorreu ao bom e velho chapéu de abas longas e óculos escuro. Além disso, ela contou que tinha acabado de comprar um creme especial para proteger e refrescar a pele.

“Esse calor está terrível. A capital já teve um clima mais ameno, comparado ao Sul do país”, reclamou a pedagoga, que realizava uma caminhada na Savassi, Região Centro-Sul, acompanhada do fiel amigo Rex, um cão da raça Golden Retriever.

“A temperatura também incomoda o Rex, que é muito peludo, basta olhar a língua dele para fora”, disse. Para ela, o corte de árvores que vem acontecendo na capital nos últimos anos pode estar contribuindo para aumentar o calor.

A estudante Brenda Viana de Souza, 17 anos, também aderiu ao chapéu para tentar se proteger dos raios solares. Na Praça da Liberdade, aproveitou uma fonte de água para se refrescar. “Realmente está insuportável. A gente não sabe o que fazer, pois temos que vestir roupas que protejam a pele e que, ao mesmo tempo, não sejam quentes”, disse a estudante.